Sexta-feira, 29 de Janeiro de 2010
NÃO, À SEGREGAÇÃO POLÍTICA

O respeitável taipense Joaquim Oliveira, no seu blogue pessoal, manifesta-se desagradado com a marginalização da Junta de Freguesia por parte de entidades públicas dominadas pelo Partido Socialista. Compreendemos a indignação dele e também nós estamos em desacordo com a prática corrente do PS de Guimarães, que confunde o a câmara municipal de Guimarães com o PS, usando-a como se fora propriedade sua, quando é, apenas e só, ocupante precário.

 

A vida tem demonstrado que alguns partidos, quando ocupam o poder, perseguem, hostilizam, desprezam e excluem quem pensa diferentemente, seja nas relações entre órgãos, seja na nomeação de cargos, mesmo os que não são de confiança política, seja na admissão de funcionários. Uma volta pelas empresas do sector municipal evidencia a presença dominante de  trabalhadores ex-candidatos derrotados das listas do PS, caso Turitermas para não ir mais longe; familiares de trânsfugas que se mudaram de outros para o PS, como prémio pela deserção;  e ainda recentemente na escolha de funcionários da Câmara para ajudar nos trabalhos da Capital da Cultura, com horas extra, em que, obviamente por coincidência, todos os considerados ou a esmagadora maioria dos ungidos ou são militantes socialistas ou simpatizantes socialistas.

 

A Junta de Freguesia de Caldelas não é flor que se cheire e também os sociais-democratas que a dominam não estão isentos do crime de perseguição política e de favorecimento dos seus afilhados. Também para não recuar mais no tempo, lembremos o caso dos advogados avençados, todos do PSD, por acaso certamente; e lembremos o processo da eventual aproveitamento indevido das verbas pagas pelos pais das crianças, emque foi notório que o interesse maior era "chegar" ao PS e ao anterior presidente da junta, do que em apurar a verdade.

 

Nós condenamos práticas revanchistas venham de quem vier. Nós condenamos o uso dos cargos para promover os da cor. Nós condenamos o castigo imposto à Junta de Caldelas e o protagonismo concedido à Turitermas. Nós exgimos à Junta que respeite a Câmara, mas também exigimos à Câmara que nas suas relações institucionais normais não descrimine nem castigue a Junta de Freguesia.

 

Durante o fascismo, nas "eleições" para a presidência da república, a freguesia alentejana do Couço foi completamente isolada e marginalizada pelo governo, porque votou maciçamente em Humberto Delgado.

 

Nem Câmara de Guimarães a se pode equiparar ao governo de então, nem o PS que a governa se pode confundir com a União Nacional de Salazar e Caetano! Mas ao agirem como agem revelam tiques de idêntico sentido antidemocrático, que denunciamos e reprovamos. Mesmo se a vítima tudo faz para ser vítima.



publicado por org. pcp-taipas às 11:15
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Quinta-feira, 14 de Janeiro de 2010
FANTASMAS, ALMAS PENADAS E INDÚSTRIA DO MEDO

Estão frenéticos os economistas do regime. Movimentam-se e a comunicação social, atenta e veneradora, segue-lhes as pegadas, concedem-lhes tempo, espaço e ondas hertzianas.

 

Segundo o próprio na qualidade de simples cidadão, João Salgueiro vai a Belém e fala com o Presidente da República e à saída lá estava a tv para ele poder dizer o que lhe vai na alma. Como todos bem sabemos, as tvs estão sempre presentes quando qualquer mero cidadão segue a sua estrela e vai a Belém...

 

O dr. Viítor Constâncio, renascido das cinzas da crise, recuperou a voz e a memória e está de volta com as "inovadoras" receitas do costume: moderação salarial, etc e tal.

 

O prof. Catroga e o dr. Medina Carreira, a par do prof. Daniel Bessa, gritam que vem aí o fim do mundo, que estamos muito endividados ao exterior, o défice e os credores, e que ou nos pomos a pau, ou temos juizinho ou vamos ao fundo.

 

Duas notas.

 

Uma: é curioso tanta agitação acontecer em véspera de discussão do orçamento geral do Estado. Coincidências? Acredite se quiser.

 

Outra: não há mais economistas em Portugal além dos do costume que dizem sempre o mesmo, propões sempre o mesmo para os do costume (trabalhadores, pequenos e médios empresários,  o povo numa palavra) pagarem a factura? Não foram e são estes economistas de serviço que teceram loas à adesão precipitada ao Euro do Pacto de Estabilidade de Bruxelas que nos coarcta a capacidade de crescer e desenvolver? Não foram estes  cientistas da infalibilidade e do rigor matemático que pregaram no passado a austeridade que empobreceu os pobres e permitiu e permite ganhos escandalosos dum punhado de ricos?

 

Há mais economistas do que os amigos  da onça. Como também há soluções para as nossas dificuldades económicas e sociais. por muito que tentem convencer -nos da inevitabilidade das péssimas escolhas políticas do orçamento de estado. A crise, que teve pais biológicos e pais afectivos, como os acima referidos, demonstra que não se sai dela pelos caminhos que nos conduziram até ela. Tem de ser por trilhos diferentes.



publicado por org. pcp-taipas às 11:21
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Quinta-feira, 7 de Janeiro de 2010
O ARGUMENTO DAS AGÊNCIAS FINANCEIRAS NÃO COLHE

A propósito da grave situação económico-financeira do país e sobretudo a propósito do orçamento para 2010, vários economistas, analistas políticos e políticos propriamente ditos invocaram a potencial pressão dos credores internacionais e as opiniões das agências internacionais de notação financeira (rating).

 

Depois de meses e meses de hibernação, tacticamente forçada, eis que estão de volta as agências de rating, atribuindo classificação aos países sobre a respectiva capacidade de solver os seus compromissos.

 

Há no mundo três dessas agências, funcionando em regime de oligopólio cujas classificações são para alguns políticos, banqueiros e aparentados, o alfa e o ómega, a bíblia ou o corão: o que elas dizem é infalível e de cumprimento obrigatório.

 

Nada mais falacioso. Essas três agências nunca descortinam risco nenhum, nem defeito nenhum em países como os EUA ou a Inglaterra e tanto quanto se sabe as economias deles não são exemplo que sirva.

 

E quanto ao rigor científico das ditas agências fica tudo dito se nos lembrarmos a classificação de excelente e seguro dada a  um banco norte-americano que dias depois fechava as portas, por falência, desencadeando a crise financeira de 2009.

 

Invocar tais agências para caucionar o prosseguimento da política que nos querem impor, é fingir esquecer o seu papel na crise, é dar crédito a quem já provou que não o merece. Se nos querem impingir a mesma política desastrosa, se nos querem amedrontar arrangem melhores padrinhos e melhores fantasmas. Nestes só acredita quem quer, e nós não queremos.



publicado por org. pcp-taipas às 14:09
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